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Tributação Setorial

Curso de Tributação — Instituições Financeiras

Por João Pavão Neto · UICLAP · Publicado em 31/07/2026

Páginas
290
Formato
16 x 22,9 x 1,6 cm
Impressão
Preto e branco · offset
Coleção
Tributação Setorial

Sobre a obra

O Sistema Financeiro Nacional opera no epicentro da economia e da complexidade tributária brasileira, gerando litígios bilionários entre bancos, a Receita Federal e os Municípios. Na obra, João Pavão Neto — Auditor Fiscal de Tributos em São Luís/MA — elabora um guia definitivo sobre a conformidade e o planejamento tributário no setor.

Adotando uma doutrina eclética que funde o Direito Tributário com a regulação do Banco Central, o autor disseca o conflito clássico entre receitas de serviços (ISSQN) e intermediação financeira (IOF/IRPJ), desconstruindo a engenharia contábil por trás do COSIF, do Juros sobre Capital Próprio (JCP) e das provisões de crédito (PECLD).

Sumário completo da obra 117 entradas
  1. Capítulo 1: O Sistema Financeiro Nacional (SFN) no Ordenamento Jurídico13
  2. 1.1. Fundamentos Doutrinários e a Estrutura do SFN13
  3. 1.1.1. O conceito jurídico de Instituição Financeira (Lei 4.595/64): Bancos Múltiplos, Comerciais e de Investimento15
  4. 1.1.2. O ecossistema estendido: Corretoras de Valores (CTVM/DTVM), Seguradoras e Consórcios18
  5. 1.1.3. A subordinação regulatória (CMN, BACEN, CVM e SUSEP) e a base de cálculo tributária21
  6. 1.2. A Linguagem do Capital: O COSIF (Plano Contábil das Instituições do SFN)24
  7. 1.2.1. Anatomia das contas de receitas e despesas bancárias26
  8. 1.2.2. A obrigatoriedade de escrituração padronizada e o princípio da essência sobre a forma29
  9. 1.2.3. O Novo Padrão Contábil (IFRS 9 / CMN 4.966/2021): A marcação a Valor Justo vs. Custo Amortizado e o impacto temporal no IRPJ e CSLL31
  10. 1.3. O Cooperativismo de Crédito e suas Nuances Fiscais34
  11. 1.3.1. A Lei 5.764/71 e o "Ato Cooperativo": A imunidade nas operações internas35
  12. 1.3.2. A atuação no mercado aberto (Sicoob, Sicredi) e a tributação implacável como banco de varejo39
  13. Capítulo 2: A Dicotomia Tributária: Serviço vs. Intermediação Financeira45
  14. 2.1. O Conflito de Natureza Jurídica45
  15. 2.1.1. A Receita de Intermediação Financeira (Spread): O território do IOF e IRPJ/CSLL48
  16. 2.1.2. A Receita de Prestação de Serviços Bancários (Tarifas): O território do ISSQN e PIS/COFINS51
  17. 2.1.3. Contratos Complexos: A separação do Custo Efetivo Total (CET) e as tarifas de serviço embutidas nas operações de crédito 53 Capítulo 3: A Tributação sobre Serviços (ISSQN) e a Dinâmica Operacional58
  18. 3.1. Aspecto Material (A Dissecação do Item 15 da LC 116/03)58
  19. 3.1.1. Tarifa de Cadastro (TC) vs. Adiantamento a Depositante (Adep): A linha entre serviço e crédito60
  20. 3.1.2. A Complexidade dos Cartões: A partilha tributária entre Emissores (Anuidade), Adquirentes (MDR) e Bandeiras (Intercâmbio) .62 3.1.3. Consórcios e Seguradoras: A tributação da Taxa de Administração e a glosa de Fundos de Reserva64
  21. 3.1.4. A Auditoria de Convênios e Arrecadação (Padrão Febraban): O rateio municipal de tarifas de boletos e concessionárias de serviços públicos66
  22. 3.2. Aspecto Espacial (O Local da Prestação e o Domicílio Tributário)68
  23. 3.2.1. A regra geral do Município do Estabelecimento Prestador (Agência local vs. Sede centralizadora)69
  24. 3.2.2. Terminais e Redes Compartilhadas (TecBan/Banco24Horas): O Caixa Eletrônico (PAE) como estabelecimento autônomo e o conflito de bitributação72
  25. 3.3. Aspecto Temporal e Regime de Competência76
  26. 3.3.1. O reconhecimento de receitas tarifárias no COSIF e o momento de exigibilidade do ISSQN77
  27. 3.4. Aspecto Pessoal (O Banco como Substituto Tributário)84
  28. 3.4.1. A retenção na fonte obrigatória praticada pelos bancos na contratação de vigilância, transporte de valores (carro-forte), limpeza e tecnologia86
  29. 3.5. Aspecto Quantitativo (Base de Cálculo)96
  30. 3.5.1. A impossibilidade de dedução de despesas operacionais da base de cálculo das tarifas bancárias97
  31. Capítulo 4: IRPJ, CSLL e as Provisões Bancárias105
  32. 4.1. A Tributação da Renda e a Carga Majorada106
  33. 4.1.1. O Lucro Real obrigatório e a alíquota majorada da CSLL para o setor financeiro106
  34. 4.1.2. O Juros sobre Capital Próprio (JCP): O escudo fiscal dos bancos de capital aberto110
  35. 4.2. A Gestão do Risco e as Provisões (A Malha Fina do Fisco)118
  36. 4.2.1. A Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (PECLD/PDD): A maior conta de dedução tributária do balanço bancário119
  37. 4.2.2. As Subcontas de Transição (Lei 12.973/14): Conciliando o Lucro Contábil (IFRS) com o Lucro Fiscal no e-LALUR/FCONT124
  38. Capítulo 5: PIS, COFINS, IOF e o Mercado de Capitais129
  39. 5.1. O PIS/COFINS no Setor Financeiro129
  40. 5.1.1. O Regime Cumulativo Obrigatório (Lei 9.718/98) e as regras de exclusão das despesas de captação130
  41. 5.2. O IOF como Arma Regulatória139
  42. 5.2.1. IOF-Crédito, IOF-Câmbio e IOF-Títulos e Valores Mobiliários: A extrafiscalidade e o controle macroeconômico141
  43. Capítulo 6: A Nova Economia Financeira: Fintechs e Estruturas Disruptivas148
  44. 6.1. Instituições de Pagamento e Novas Estruturas148
  45. 6.1.1. Fintechs de Crédito (SCD e SEP) e a incidência de ISSQN sobre o matchmaking financeiro149
  46. 6.1.2. O PIX e o Open Finance: A monetização de dados (Item 1.03 vs. Item 15)153
  47. 6.2. Criptoeconomia e Sustentabilidade158
  48. 6.2.1. Exchanges: Comissão de corretagem e ganho de capital na alienação de ativos virtuais158
  49. 6.2.2. Finanças Verdes (Green Bonds) e ESG: A auditoria do lastro de isenções ambientais no balanço162
  50. 6.2.3. Securitização e FIDCs: O rastreio da carteira de inadimplência e a tributação da "Taxa de Sucesso"165
  51. Capítulo 7: O Contencioso de Alto Impacto e as Disputas nos Tribunais Superiores169
  52. 7.1. A Taxatividade Extensiva (Súmula 424 do STJ): A legitimação da cobrança de ISSQN sobre serviços bancários congêneres, independentemente da nomenclatura utilizada pelo banco170
  53. 7.1.1. Fundamentos Doutrinários: Legalidade vs. Praticidade Fiscal170
  54. 7.1.2. A Súmula 424 do STJ e o REsp 1.111.234/PR (Tema 132)171
  55. 7.1.3. O Papel do COSIF na Identificação de Serviços Congêneres172
  56. 7.1.4. Estudo de Caso I: Tarifa de Adiantamento a Depositante (ADEP)174
  57. 7.1.5. Estudo de Caso II: Tarifas Interbancárias e de Cartões175
  58. 7.1.6. O Tema 296 do STF: O Selo de Constitucionalidade175
  59. 7.1.7. Implicações Práticas para a Gestão de Riscos Tributários176
  60. 7.1.8. Análise Comparativa: Taxatividade Estrita vs. Extensiva177
  61. 7.1.9. Comentários de Autoridades e Perspectiva Futura177
  62. 7.2. O Arrendamento Mercantil (Leasing) e o Tema 125 do STF: A fixação da competência no município do tomador do financiamento vs. a sede da financeira178
  63. 7.2.1. A Natureza Jurídica do Leasing e a Evolução do Conceito de Serviço no STF179
  64. 7.2.2. O Conflito Territorial e o Aspecto Espacial da Incidência181
  65. 7.2.3. O Tema 355 do STJ: A Consolidação do Estabelecimento Prestador183
  66. 7.2.4. A Ofensiva Legislativa: As Leis Complementares 157/2016 e 175/2020185
  67. 7.2.5. O Julgamento da ADI 5835: O Retorno ao Estabelecimento Prestador186
  68. 7.2.6. Prática de Auditoria e Conformidade no Setor de Leasing187
  69. 7.2.7. O Futuro com a Reforma Tributária: IBS e CBS (EC 132/2023)189
  70. 7.3. O Conceito Constitucional de "Faturamento": A longa batalha no STF sobre a inclusão das receitas de intermediação financeira na base do PIS/COFINS cumulativo das instituições190
  71. 7.3.1. A Gênese do Conflito: O Faturamento na Redação Original da CF/88 e a Herança do Direito Comercial191
  72. 7.3.2. A Lei nº 9.718/1998 e a Tentativa de Alargamento da Base de Cálculo193
  73. 7.3.3. O Precedente de 2005 (RE 346.084) e a Primeira Vitória dos Contribuintes194
  74. 7.3.4. Deep Dive no Tema 372 (RE 609.096): O Desfecho da Batalha195
  75. 7.3.5. A Tipicidade da Atividade Bancária: O Coração da Decisão197
  76. 7.3.6. Aplicabilidade Prática: Mapeamento COSIF e Apuração do Tributo198
  77. 7.3.7. O Mecanismo das Deduções Financeiras (Art. 3º, § 4º da Lei 9.718/98)199
  78. 7.3.8. A Fronteira da Indedutibilidade: O Caso das Comissões de Correspondentes201
  79. 7.3.9. A Transição para a Lei nº 12.973/2014: O Fim das Brechas Conceituais202
  80. 7.3.10. O Impacto da Modernização Contábil (IFRS 9 / CMN 4.966/2021)203
  81. 7.3.11. Síntese Doutrinária e Jurisprudencial: O Equilíbrio da Solidariedade204
  82. 7.4. A Jurisprudência do CARF: A glosa bilionária de provisões antecipadas e planejamentos tributários abusivos com JCP207
  83. 7.4.1. A Glosa de Provisões Antecipadas: O Embate entre a Prudência Bancária e a Estrita Legalidade Fiscal208
  84. 7.4.2. Planejamentos Tributários Abusivos com JCP: O Escudo Fiscal sob a Lupa do Propósito Negocial211
  85. 7.4.3. O Contencioso das Reorganizações Societárias: Ágio Interno e Empresas-Veículo214
  86. 7.4.4. A Influência do Voto de Qualidade e a "Análise Caso a Caso"216
  87. 7.4.5. Aplicação Prática: Roteiro para Auditoria e Defesa em Casos de Glosa217
  88. Capítulo 8: Tipologias de Fraude, Elisão Fictícia e "Paraísos Fiscais"219
  89. 8.1. Maquiagem e Planejamento Abusivo no ISSQN219
  90. 8.1.1. A Fraude da Reclassificação Tarifária: Ocultar receitas tributáveis (ISSQN) em rubricas de isenção ou ressarcimento no COSIF220
  91. 8.1.2. A Fraude Intragrupo de Tecnologia: Simulação de licenciamento de software em detrimento da efetiva prestação de processamento de dados financeiros222
  92. 8.1.3. A Maquiagem das Garantias: Fiança (tributável pelo ISSQN) convertida contabilmente em Risco de Crédito (tributável pelo IOF)224
  93. 8.1.4. Os Paraísos Fiscais Municipais: Terceirização via Correspondentes Bancários e evasão geográfica de ISSQN para municípios de fachada com alíquotas simuladas (inferiores a 2%)226
  94. 8.1.5. A Evasão de Taxas de Poder de Polícia: Omissão de alvarás e publicidade de Postos de Atendimento (PAEs) e caixas eletrônicos228
  95. 8.2. A Nova Fronteira da Elisão Corporativa231
  96. 8.2.1. A Fraude Offshore (Booking Centers): Transferência de lucros, Transfer Pricing e fuga de divisas232
  97. 8.2.2. A Fraude do Banking as a Service (BaaS): Camuflagem de faturamento de ISSQN nas APIs de grandes varejistas235
  98. 8.2.3. A Migração de Lucro na Venda Casada: Esvaziamento de tarifas de crédito em favor de prêmios de Seguro Prestamista (operações intragrupo)238
  99. 8.2.4. O Prejuízo Fictício nas "Operações de Box": Simulação de derivativos no mercado financeiro para anular o IRPJ241
  100. Capítulo 9: A Devassa Contábil, O Rastreio do DES-IF e o Rito Penal245
  101. 9.1. O Mapeamento Investigativo do COSIF (Os Códigos da Sonegação)245
  102. 9.1.1. O Mapeamento de Receitas Tributáveis (Grupo 7.1.7.00-6) e a inteligência de extração do Módulo de Partidas do DES-IF247
  103. 9.1.2. O Esconderijo Tributário: Contas de Recuperação de Despesas (Grupo 7.1.9.00-0)249
  104. 9.1.3. A "Tarifa Embutida" nas Operações de Crédito (Grupo 7.1.1.00-8) e a desconstrução do CET252
  105. 9.1.4. Auditoria de Contas Transitórias e Liquidação: O "estacionamento" temporal de receitas para postergação do imposto254
  106. 9.2. A Ação Fiscal e a Atuação de Alta Performance257
  107. 9.2.1. O Cruzamento de Dados: Rastreio do DES-IF vs. EFD- Contribuições259
  108. 9.2.2. O Rito da Intimação: Solicitação do Razão Analítico e auditoria por amostragem com arbitramento fiscal (Art. 148 do CTN)262
  109. 9.2.3. A atuação implacável do Auditor Fiscal de Tributos do Município de São Luís/MA: A captura de ISSQN de agências locais centralizadas contabilmente em São Paulo e a fiscalização de grandes hubs financeiros regionais265
  110. 9.3. A Persecução Global e Penal269
  111. 9.3.1. O Fisco Global: A utilização do FATCA e CRS (OCDE) e o Sisbacen para rastreio de remessas internacionais e contas de compensação271
  112. 9.3.2. O Rito Penal Tributário e a Lei do Colarinho Branco (Lei 7.492/86): A representação para responsabilização criminal de Diretores Estatutários e Compliance Officers275
  113. Capítulo 10: Os Bancos no Novo Sistema Tributário Nacional (IBS e CBS)280
  114. 10.1. A EC 132/2023, a Lei Complementar nº 214/2025 e o Regime Específico280
  115. 10.1.1. A transição para o IVA Dual e a manutenção do IOF Regulatório de natureza macroeconômica282
  116. 10.1.2. Serviços Tarifados: A incidência integral e não cumulativa sobre as receitas diretas284
  117. 10.1.3. A Apuração por "Base Global": A tributação revolucionária da margem líquida consolidada (Spread financeiro) e o novo modelo de auditoria de resultados286

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