Curso de Tributação — Eventos e Entretenimento
Por João Pavão Neto · UICLAP · Publicado em 28/07/2026
- Páginas
- 264
- Formato
- 16 x 22,9 x 1,5 cm
- Impressão
- Preto e branco · offset
- Coleção
- Tributação Setorial
Sobre a obra
A indústria do espetáculo e do esporte oculta uma das cadeias jurídicas mais intrincadas da tributação brasileira. Em um único evento, receitas de promotores, artistas, arenas, ticketerias e patrocinadores colidem em intensas disputas de competência entre o ISSQN municipal e o ICMS estadual.
Na obra, João Pavão Neto oferece um roteiro definitivo e sistemático sobre o tema. Equilibrando o rigor técnico com a vivência prática de fiscalização, o autor disseca as zonas de maior litígio do setor: a pejotização artística à luz da ADC 66 do STF, a mitigação da Súmula Vinculante 31 na locação de espaços e palcos, os conflitos em camarotes VIP e open bar e a territorialidade dos eventos itinerantes.
Sumário completo da obra 105 entradas
- Capítulo 1: Os Atores do Espetáculo e a Natureza Jurídica11
- 1.1. A Estrutura Contratual de um Evento11
- 1.1.1. O Promotor/Produtor do Evento: O verdadeiro sujeito passivo11
- 1.1.2. O Artista e a sua Pessoa Jurídica (PJ)13
- 1.1.3. A Plataforma de Ingressos (Ticketeria)15
- 1.1.4. O Locador do Espaço (Venue / Arenas)17
- 1.1.5. A Mitigação da Súmula Vinculante 31 do STF: Palcos, LED e Som vs. Prestação de Serviço complexa19
- 1.1.6. A Sociedade de Propósito Específico (SPE): Desconsideração da personalidade jurídica e responsabilidade solidária21
- 1.2. O Espectro do Entretenimento: Análise dos Subitens 12.01 a 12.1723
- 1.2.1. Artes Cênicas, Cinema e Auditórios (12.01 a 12.04)23
- 1.2.2. Parques de Diversões e Boates (12.05 e 12.06)25
- 1.2.3. Shows, Festivais e Espetáculos Musicais (12.07)26
- 1.2.4. Feiras, Exposições e Congressos (12.08) vs. Organização (17.10)28
- 1.2.5. Jogos e Diversões Eletrônicas (12.09 a 12.10)30
- 1.2.6. Competições Esportivas, Corridas de Rua e Futebol Profissional (12.11 e 12.12)33
- 1.2.7. A "Zona Cinzenta" da Produção (12.13): O conceito de Produzir vs. Executar34
- 1.2.8. Desfiles, Rodeios e Recreação (12.14 a 12.17)35
- 1.2.9. Eventos Híbridos e Transmissão Digital: Ingresso físico vs. Streaming/Pay-Per-View36
- 1.2.10. Montagem de Estandes: Construção Civil (7.02) vs. Cenografia (17.10)37
- 1.3. Eventos Religiosos, Beneficentes e Comunitários38
- 1.3.1. Culto vs. Show: A distinção entre cerimônia imune e espetáculo tributável39
- 1.3.2. A Produtora Privada em Evento Gospel: A vedação à extensão da imunidade44
- 1.3.3. Eventos de Bairro e Associações Comunitárias: Autorização de uso de bem público e os limites da imunidade em festas populares47
- Capítulo 2: A Incidência do ISSQN e o Local da Prestação52
- 2.1. O Princípio da Territorialidade no Entretenimento52
- 2.1.1. A regra de ouro (Art. 3º da LC 116/03): O ISS é devido onde o evento ocorre54
- 2.1.2. O conflito na Organização de Feiras (17.10)57
- 2.1.3. A Exceção Estratégica do 12.13 vs. 12.07: Fuga para paraísos fiscais e reenquadramento59
- 2.1.4. O Fato Gerador Itinerante: Trios Elétricos e a divisão de ISS em fronteiras municipais62
- 2.1.5. Atrações Internacionais e o "ISS Importação": Retenção na fonte sobre remessas de cachês64
- 2.2. A Base de Cálculo e suas Polêmicas Jurídicas69
- 2.2.1. O Preço do Ingresso: Valor de Face vs. Cortesias70
- 2.2.2. Patrocínios e Naming Rights72
- 2.2.3. A validade jurídica da Taxa de Conveniência (STJ) e a confirmação do agenciamento (10.02)73
- 2.2.4. Camarotes VIP e Open Bar: A segregação entre Ingresso, Alimentação e Serviços74
- 2.2.5. Licenciamento de Marcas ("Festas Franqueadas"): Royalties vs. Produção76
- 2.2.6. Direitos de Transmissão e Cotas de TV: A tributação sobre a cessão de exibição (Item 3.02)77
- 2.2.7. O Futebol Profissional em Estádios e Arenas (Item 12.11)78
- Capítulo 3: O Conflito ICMS x ISS em Eventos81
- 3.1. A Venda de Alimentos, Bebidas, Merchandising e Kits Esportivos82
- 3.1.1. O Bar do Evento82
- 3.1.2. A dicotomia entre a Súmula 163 do STJ (Bares/Restaurantes) e o Item 17.11 (Buffets): A preponderância do serviço84
- 3.1.3. A Súmula 156 do STJ e o Merchandising: Abadás e Copos Personalizados87
- 3.1.4. Corridas de Rua e o "Kit Atleta": A taxa de inscrição (ISS) vs. Fornecimento de camisetas, chips e medalhas90
- 3.1.5. O E-commerce Residual: A Venda de Merchandising de Turnê Após o Evento92
- 3.2. A Vedação à Dedução Integral em Áreas VIP94
- 3.2.1. Arbitramento da proporção correta: Impedindo a maquiagem da base de cálculo com bebida (ICMS-ST)96
- 3.3. O Local da Prestação e a Retenção na Fonte102
- 3.3.1. A Responsabilidade Solidária das Ticketerias103
- Capítulo 4: O Regime de Estimativa e a Cobrança Antecipada105
- 4.1. A Garantia do Crédito Tributário105
- 4.1.1. A fragilidade fiscal de produtores itinerantes106
- 4.1.2. A legalidade do lançamento antecipado como condição de alvará109
- 4.2. Metodologia de Cálculo e Acerto114
- 4.2.1. Capacidade Máxima x Redutores Legais114
- 4.2.2. O Acerto de Contas Pós-Evento (Borderô Final)119
- 4.2.3. Modelos Municipais Comparados: Balneário Camboriú, Distrito Federal e São Paulo124
- Capítulo 5: PERSE, Simples Nacional e Leis de Incentivo126
- 5.1. O PERSE e Regimes Federais126
- 5.1.1. Alíquota Zero e o risco de mudança fraudulenta de CNAE127
- 5.2. O Simples Nacional136
- 5.2.1. Retenção na fonte para optantes do Simples137
- 5.3. Leis de Incentivo e Dinheiro Público148
- 5.3.1. Recursos da Lei Rouanet/Municipal na base de cálculo148
- 5.3.2. Megashows em Praça Pública: A retenção do ISS sobre subvenções e cachês pagos pelo Governo152
- Capítulo 6: Como Sonegar um Evento: O Mapa da Fraude158
- 6.1. A Fraude na Bilheteria158
- 6.1.1. Ocultação de Walk-in e "Cortesias" vendidas por cambistas159
- 6.1.2. O Subfaturamento via "Taxa de Serviço"161
- 6.1.3. A Fraude da Meia-Entrada Simulada163
- 6.1.4. A Falsa Gratuidade em Eventos de Bairro: Exploração comercial travestida165
- 6.2. Fraudes Operacionais e Financeiras167
- 6.2.1. O "Caixa 2" do Bar e Patrocínios "Por Fora"168
- 6.2.2. Permuta de ingressos por serviços de mídia171
- 6.2.3. A Tecnologia Cashless (Pulseiras RFID) e a tributação dos "Saldos Não Resgatados"173
- 6.2.4. O Pedágio Oculto: Tributação sobre taxas exclusivas de Food Trucks e ambulantes175
- 6.3. Repercussões Penais: A Lei nº 8.137/90 e os Crimes Contra a Ordem Tributária177
- 6.3.1. Os Tipos Penais Aplicáveis ao Setor de Eventos177
- 6.3.2. A Súmula Vinculante 24 do STF: O Marco Temporal da Persecução Penal178
- Capítulo 7: Auditoria Prévia, In Loco e Cruzamento de Dados181
- 7.1. A Fiscalização no Dia do Evento (Plantão Fiscal)181
- 7.1.1. Contagem de Público (Catracas) e Auditoria de CMV no Bar182
- 7.2. O Cruzamento de Dados Implacável191
- 7.2.1. A Malha Fina do ECAD e das Ticketerias193
- 7.2.2. Retenção cautelar de equipamentos197
- Capítulo 8: O Setor de Eventos no IBS/CBS (EC 132/2023)203
- 8.1. O Regime Diferenciado de Tributação204
- 8.1.1. Redução de 60% nas alíquotas para cultura e diversão205
- 8.1.2. O fim da cumulatividade e a nova base de cálculo208
- 8.2. A Nova Lógica de Arrecadação Digital212
- 8.2.1. O Split Payment: Retenção automática na venda online de ingressos213
- 8.2.2. Responsabilidade Solidária das Plataformas de Ingressos (Ticketerias)217
- 8.3. O Esporte e o Futebol na Reforma Tributária222
- 8.3.1. A SAF e o TEF: Arrecadação unificada sobre bilheterias, direitos e patrocínios222
- 8.3.2. A transição do regime associativo para o modelo empresarial no esporte228
- 8.4. A Não Cumulatividade Plena e o "Risco do Crédito"231
- 8.4.1. O Crédito sobre o Cachê Artístico (PJ e Simples Nacional)234
- 8.4.2. A Glosa de Créditos Indevidos: Auditoria de insumos (palco, som, luz)237
- 8.4.3. Anulação de créditos em eventos com subvenção ou imunidade241
- 8.5. A Fiscalização Híbrida no Período de Transição (2026-2032)245
- 8.5.1. A Autuação Dupla em megaeventos (ISS declinante + IBS ascendente)247
- 8.5.2. A competência do Auditor Municipal em conjunto com o Comitê Gestor (CG-IBS)250
- 8.6. Patrocínios, Mecenato e Direitos de Exibição no IVA Dual254
- 8.6.1. A distinção baseada na contrapartida: Publicidade (tributável) vs. Doação Cultural254
- 8.6.2. O Split Payment aplicado aos contratos milionários de patrocínio B2B258
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